Adeus Jonathan Demme.

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A morte do diretor Jonathan Demme marca o final de uma carreira que teve momentos de brilho. Surgido no início dos anos de 1980, Demme logo chamou a atenção. Egresso da escola de Roger Corman, fimava rápido e com orçamentos reduzidos. Seu primeiro sucesso foi “Melvin e Howard“, uma ficção sobre um período em que o exêntrico milionário americano Howard Hughes esteve desaparecido. Na metade daquela década alcançou ainda mais repercussão ao dirigir “Totalmente Selvagem“, um filme de estrada que lembrava “Aquele que sabe Viver” um dos clássicos do italiano Dino Risi. Mas apesar da qualidade de seus filmes ninguém estava preparado para o trabalho que realizaria em 1991.
O Silêncio dos Inocentes” é um dos melhores filmes realizados na segunda metade do século XX. A produção acabou nas mãos de Demme quase por acaso. Inicialmente ela estava destinada a marcar a estréia do ator Genne Hackman na direção, que terminou desisitindo do projeto. Demme, que tinha contrato com a produtora para mais um filme, foi então chamado. Ele retrabalhou o roteiro e chamou Anthony Hopkins, um ator respeitado, mas nem de longe um astro na época e Judy Foster, que já havia ganho um Oscar de melhor atriz mas andava em busca de um novo papel relevante, para os papéis principais. O resultado foi espetacular. Hannibal Lecter tornou-se um personagem ícone. Ele havia aparecido antes em “O Caçador ce Assassinos” de Michael Mann, um exelente trabalho que não obteve o suceeso merecido em seu lançamento. Perturbador e cheio de charme, Lecter dominava a trama mesmo aparecendo somente quinze minutos nas quase duas horas de projeção. Vencedor dos principais Oscars daquele ano, “O Silêncio dos Inocentes” se tornou um protótipo de filme de suspense. Demme estava consagrado.
Sua relaização seguinte foi um dos primeiros filmes a tratar o drama da AIDS, e sem dúvida o mais qualificado. “Philadelphia” narrava o drama de um advogado despedido da empresa onde trabalhava por ser soropositivo. Tom Hanks levou o Oscar de melhor ator daquele ano por seu desempenho marcante, assim como Bruce Springsteen, que venceu na categoria de melhor canção.

Foi seu apogeu. Seu filme de 1988 “A Bem Amada” passou despercebido. Demme então dirigiu documentários musicias, apresentações de músicos que admirava como Neil Young e o Talking Heads. Retornou com “O Casamento de Raquel” que estava longe de representar seu melhor cinema. Encerrou a carreira com “Sob o Domínio do Mal“, refilmagem de um clássico dirigido por John Frankenheimer mas que nem de longe ombreava o original. Em seus últimos anos, já doente, dirigiu episódios de séries televisivas, documentários e shows musicais.
Seu nome fica como um artista talentoso e que realizou um clássico imediato. “O Silêncio dos Inocentes” é intocável. Permanece como arquétipo de grande cinema. Graças a ele, o nome de Jonathan Demme jamais será para sempre esquecido.

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