Uma pequena obra-prima.

No inícios dos aniso de 1970, uma nova geração de cineastas surgiu nos Estados Unidos e revolucionou o cinema. Francis Coppola dirigiu “O Poderoso Chefão” o maior filem de gagnters da História, George Lucas criou um universo ao mesmo tempo nostálgico e revolucionário com”Loucuras de Verão“, Martim Scorcese surgiu como o grande cronista da realidade americana com “Caminhos Perigosos“, e Brian de Palma, em “Irmãs Diabólicas” se credenciava a ser o grande esteta do grupo, ostentando a infulência nobre de Alfred Hitchcock. Em seguida surgiria Steven Spielberg com seu “Encurralado“, originalmente um telefilme, mas de tamanha qualidade, que foi lançado nos cinemas, dando início a uma trajetória hoje lendária.
Mas há um nome, atualmente esquecido e esgotado, que foi um antecessor deste grupo, e que, como eles, professava o amor ao cinema, o fevor as lições dos clássicos, mas com uma característica extra. Peter Bogdanovich era um estudioso, um historiador da sétima arte. Ao contrário dos franceses da Nouvelle Vague, Bogdanovich pouco escreveu. Foi nas iamgens que revelou o seu fervor ao mestres.
Seu primeiro filme, chamado “The Great Professional” é uma ode ao cinema do grande Howard Hawnks, o gênio de tantos gêneros, que inscreveu seu nome na História do Cinema como um dos grandes de todos os tempos. Para tanto, bastaria citar apenas “Onde Começa o Inferno“, clássico maior do western, o gênero nobre que André Bazin, o lendário crítico françês definiu como “o cinema americano por excelência”.
Um dos tantos admiradores de Roger Corman, o mítico diretor de “filmes B”, aquelas produções da baixo orçamento que ser iam de complemento para ps antigos “progrmas duplos” de domingos a tarde, tradição do cinema até meados dos anos de 1970, Bogdanovich colaborou com roteiros e direções não creditadas em trechos de alguns filmes. Até que em, 1968, aproveitou um final de contrato do grande Boris Karlof com Corman, para realizar uma obra-prima, que abriria seu caminho para as grandes produções.

Na Mira da Morte” é até hoje um dos grandes exemplos de cinema de baixo orçamento e alta criatividade. O filme inicia com um trecho de “O Castelo do Terror“, de Roger Corman, interpretado por Karlof e um jovem desconhecido na época, Jack Nicholson. Na ficção de Bogadanovich, Brian Orlock(Karlof), é um astro dos filmes de terror e suspense que resolve se aposentar, mesmo que seu nome e seus trabalhos ainda despertem algum interesse.
O filme é uma ode, tanto ao grande ator, como ao cinema do passado, como prova o trecho de um dos clássicos de Howard Hawnks que Orlock assiste na televisão. Mas a relevância deste filme aumenta por questionar em 1968, um tema que aflige os dias de hoje, o culto às armas e o pesadelo dos franco atiradores.
Este jovem que decide disparar a esmo em motoristas de uma auto estrada, e por fim nos freqüentadores de um cinema”drive-in” é um antecessor do flagelo dos dias de hoje. Nada em seu comportamento revela o seu instinto assassino. Seu comportamento é tido como normal, incentivado pelo pai, que em determinado o repreende, e diz que, “ele nunca de e apontar a arma para outra pessoa”. O que veremos a seguir é uma série de crimes cometidos com fieza e banalidade. O resultado final é tão trágico quanto comum.
Bogdanovich dirigiu o filme com maestria, mesclando seu amor ao cinema e devoção a Karlof em perfeita harmonia com os cânones do suspense. A história sobre o homem que tenta fugir da morte, contada por Orlock, segue como um dos momentos de grande poesia do cinema, e o questionamento do jovem cineasta (vivido pelo próprio Bogdanovich), de que todos os grande filmes já teriam sido feitos, continua como uma das grandes indagaçòes da sétima arte, ainda mais atual nestes tempos de filmes repletos de efeitos e vazios de idéias.
Lamentavelmente, o diretor teve uma carreira rápida, esgotando-se precocemente. Menos de uma década após “Na Mira da Morte“, seu cinema perdeu a inspiração. Ao longo dos anos ele tem buscado um retorno mas sem sucesso. Restam seus primeiros trabalhos, principalmente este protagonizado por Bóris Karlof,uma obra ao mesmo tempo perturbadora e poética sobre o fim de uma era. Como afirma Orlock ao atirador prostrado:
— Era isso que eu temia?
A arte verdadeira tem no tempo seu amior aliado. O estudioso Bogdanovich sabe disso.

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