Um Pequeno Clássico.

Lançado recentemente em DVD, “A Casa da Noite Eterna (The Legend of Hell House), se consolida como um clássico do filmes de terror. Realizado no ano de 1973 por John Hough, esta produção modesta reinventa a clássica história da casa mal assombrada e propõe uma solução plausível para o fenômeno. O passar dos anos tem realçado as qualidades desta película que investe na inteligência e na sugestão como elementos capazes de assustar o espectador,criando um clima de suspense e medo sem utilizar facilidades ou apelar para sustos fáceis.
Um milionário excêntrico adquire uma célebre mansão aterrorizada por um espírito maligno. Contrata um grupo composto de dois médiuns( Roddy McDowall e Pamela Franklin, atores expoentes do gênero nesta época) e um físico (Clive Revill) para passarem uma semana na casa no período que antecede ao Natal. O grupo se hospeda no lugar e começa a sofrer ataques da entidade que a habita. A partir daí um clima de crescente medo e angústia se apropria da narrativa até que a solução se apresente.

Hough utiliza planos, luzes e sombras para criar um clima claustrofóbico, onde móveis e adereços podem de um momento para o outro, tornarem-se ameaçadores. É exemplar a seqüência em que a esposa do físico, possuída pela entidade, tenta seduzir o médium. Sombras e ruídos bastam para sugerir o que está acontecendo. Sabemos o que se passa, mas em momento algum podemos prever o que está por vir. O diretor repete está técnica nas cenas onde o fantasma ataca a médium e que culminam em uma explosão de violência.
Num universo onde os efeitos especiais engatinhavam, o realizador recorre a sugestão, demonstrando que não são banhos de sangue ou torturas intermináveis que apavoram o espectador. Não há necessidade de explicitar o perigo. Mantê-lo iminente basta. Somente ao final da narrativa o espectador é libertado da angústia que permeia a narrativa. O roteiro, escrito por Richard Matheson (autor do clássico “Eu sou a Lenda”) propõe uma conclusão plausível para os fenômenos, o que torna a narrativa ainda mais assustadora.
Como em outro clássico, ” O Exorcista”, aqui é uma ação humana que vence o desconhecido. Rituais e pretensos poderes mediúnicos são impotentes frente as situações enfrentadas. Ambos filmes demonstram que o mal mora dentro de nós e que, se perdermos o controle, liberaremos forças incontroláveis.

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